Como escolher um sistema para edição de vídeo profissional: Parte 1

Felizmente, faz parte do passado o tempo em que a escolha de um sistema de edição de vídeo profissional tinha o orçamento disponível para sua aquisição como principal fator na hora da decisão da compra. As boas soluções eram proprietárias e exigiam, por um lado, um hardware especial e poderoso e, por outro, um software de alto custo, restringindo assim sua adoção às empresas dispostas a arcar com altos custos de implantação.

Nesta época, a capacidade de processamento dos computadores era bem pequena quando comparada aos dias de hoje, obrigando a adoção de placas de captura com hardware capazes de “renderizar” (tarefa de processamento) alguns poucos efeitos em tempo real. Apenas para ilustrar: uma placa de extensão aceleradora capaz de realizar um simples efeito de fusão de vídeo (mixer) em tempo real custava em torno de U$5000,00 FOB! Como isto é coisa do passado, vamos entender o “estado da arte” nos dias atuais.

Atualmente, existem várias opções disponíveis para atender todas as exigências, necessidades, plataformas e orçamentos demandados pelo setor audiovisual.

Com tantas opções disponíveis, a dificuldade passa a ser a pouca informação relevante sobre as peculiaridades de cada sistema.

Por esta razão, elaboramos um roteiro para a escolha de um sistema de edição de vídeo profissional destinado a atender às necessidades de trabalho específico, aliada a um custo de investimento razoável.
É importante lembrar que um fator importante no desempenho de um bom sistema de edição de vídeo é a qualidade de sua integração. A montagem do sistema deve ser executada por uma empresa capacitada, utilizando componentes de hardware de boa qualidade, o que, sem dúvidas, fará muita diferença na eficiência do sistema integrado. A opção da aquisição do sistema já integrado traz como vantagem a expertise dos profissionais envolvidos na integração, além da garantia sobre todo o sistema.

A ideia é conduzir a escolha do sistema de edição a partir da seleção dos cinco aspectos mais importantes para esta tarefa:
1) Sistema operacional;
2) Disponibilidade;
3) Necessidade de captura e saída de vídeo
4) Software de edição de vídeo;
5) Dispositivo de armazenamento

Hoje, falaremos apenas dos dois primeiros itens da lista.

1) Sistema operacional:

Um erro comum na definição do sistema operacional é causado pela adoção de critérios pessoais, como modismo, fidelidade ou estabelecimento de diferencial em relação aos concorrentes. Preferências pessoais à parte, devemos pensar nos fatores que realmente são importantes nesta escolha. As opções disponíveis são: Windows, MAC OS e Linux.

Sistema Operacional Mac
Antigamente, havia hegemonia em torno da opção pela plataforma MAC por sua profunda familiaridade entre os editores de imagens, alegava-se que o MAC tinha ”vocação para edição de vídeo”. Na época, os problemas de estabilidade das primeiras versões do Windows contribuíam para justificar a opção preferencial pela plataforma da Apple.
Sistema Operacional Windows
Hoje a realidade é diferente e, contrariando a legião dos admiradores da plataforma Apple, o Windows é um sistema estável e extremamente confiável.
Sistema Operacional Linux
O Linux, sistema operacional livre e gratuito, embora em constante evolução, ainda não atraiu os grandes players da indústria de software e, por esta razão, ainda não oferece sistemas de edição de alto nível.

Visto que as opções ficam restritas a Windows e MAC OS, devemos nos ater aos fatores que decorrem de cada uma das opções:

• Vantagens do WINDOWS:
Menor custo de implantação, mais opções de hardware compatíveis, menor tempo de recuperação após falhas de hardware (down time), já que os componentes são mais facilmente encontrados no mercado de informática.

• Vantagens do MAC OS:
Possui núcleo baseado no BSD (uma versão de UNIX) e, portanto herda um sistema de permissões que garante uma maior proteção a arquivos críticos do SO. Outra vantagem é a de ser considerado menos vulnerável a ataques provocados por vírus.

Obviamente a escolha deve ser ponderada em relação ao número de máquinas envolvidas pois os fatores podem perder ou ganhar relevância em função da escala. Como exemplo, o fator custo pode não representar um grande problema caso se trate de apenas uma estação ou ser decisivo, caso se trate de 10 estações.

2) Disponibilidade:

Embora normalmente os sistemas de edição digital de vídeo sejam integrados em ambientes corporativos, restringindo sua utilização ao local de sua instalação ou via conexões remotas, há situações onde a portabilidade é essencial, como é o caso do jornalismo, onde muitas vezes o material precisa ser editado num quarto de hotel ou mesmo dentro de um avião, justificando assim a utilização de um laptop.

Simulação de uma sala de edição de vídeo profissional para TV, instalada em nossa empresa.
Simulação de uma sala de monitoração  profissional, instalada em nossa sede, no Rio de Janeiro.

A adoção de laptops em sistemas de edição em substituição aos computadores desktop, sempre que possível, deve ser evitada, pois embora haja no mercado produtos com configurações poderosas, os laptops utilizam sistemas para economia de energia que atenuam sua capacidade de processamento, intensidade de vídeo e estacionamento temporário do disco rígido. Com isto, a experiência de editar um vídeo longo se torna desconfortável, já que não conta com a comodidade dos monitores “big size”, mouses e teclados dos computadores desktop e sistemas de monitoração de áudio de boa qualidade.

Em breve estaremos abordando os últimos fatores. Fique atento em nossa página para mais informações! Você também pode ser redirecionado para o Blog VM curtindo nossa página do Facebook, onde postamos informações relevantes diariamente sobre o meio broadcast, além de nossos produtos em destaque.

30/06/2014: Segunda parte da matéria divulgada! Clique aqui para acessá-la!